quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Tatuagens

Mulher tatuada com o nome de Allah e do Profeta (S.A.S.)
e semi nua diante do homem que a tatuou.

Infelizmente, nos dias atuais, uma das características principais na sociedade tem sido a de seguir o modismo sem na verdade questionar os valores que estão por trás dele e se esses valores são ou não compatíveis com os que nós vivemos e defendemos. Lamentavelmente, no meio islâmico isso algumas vezes também não tem sido diferente. Uma dessas práticas nefastas é, por exemplo, o uso da tatuagem. Para o muçulmano e muçulmana É PROIBIDO tatuar o próprio corpo ou o de outrem. 
Mas aí pode surgir a pergunta: Mas e se eu já tiver tatuagens que fiz antes de me tornar muçulmano (a)? Sou obrigado a tirar? 
A resposta é: Não. Uma vez que esta ou estas foram feitas em sua época de jahilya (ignorância). 
Porém após se tornar muçulmano (a) não se pode fazer nem sequer uma única linha ou ponto  de tatuagem em sua pele.
Veja o exemplo da foto acima: É sabido por todos nós muçulmanos que não podemos entrar no banheiro nem com o Sagrado Alcorão ou com nada que possua o nome de Allah, por ser algo extremamente sagrado, e por tê-lo em local de liberação de excrementos. Também não teríamos relação com nossos cônjuges se estivéssemos com qualquer peça em nosso corpo que possua o nome de Allah. Como então a mulher acima faria tais coisas? Se não bastasse, a mesma ainda vai ao cúmulo da incoerência ao ficar semi-nua na frente de um homem, sem contar ter tatuado em seu corpo o nome de Allah e do Profeta Muhammad (S.A.S.), que proibiram energicamente o uso da tatuagem:

"Não invocam, em vez d'Ele, a não ser deidades femininas e, com isso, invocam o rebelde Satanás, que Deus amaldiçoou. Ele (Satanás) disse: Juro que me apoderarei de uma parte determinada dos Teus servos, a qual desviarei, fazendo-lhes falsas promessas. Ordenar-lhes-ei cosrtar rente as orelhas do gado e os incitarei a desfigurar a criação de Allah." (Sagrado Alcorão 4:117-119).

"Ibn Omar (R.A.) relatou que o Profeta (S.A.S.) amaldiçoou quem faz e quem usa peruca, o tatuador e o tatuado."

"Ibn Massud (R.A.) relatou: 'Deus amaldiçoou as tatuadoras e as que usam tatuagem, as que limam os dentes por beleza, as que procuram modificar a criação de Deus.' Uma mulher lhe disse: ' Para que tudo isso?' Ele respondeu: ' Por que não hei de amaldiçoar aqueles a quem o Profeta (S.A.S.) amaldiçoou? Além do mais, isso está incluído no Livro de Deus. Disse Deus, o Altíssimo: 'Aceitai o que vos der o Mensageiro, e abstende-vos de tudo quanto ele vos proíbas'". (Sagrado Alcorão 59:7).

Não sinta-se culpado (a) caso você, antes de se tornar muçulmano, tenha feito tatuagens, mas tenha consciência de não fazê-las após a sua reversão!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Ummah: A Única Nação do Muçulmano

Infelizmente nos últimos anos temos acompanhado surgir no mundo e no Brasil em meio a nossa ummah, algo que nunca encontrou respaldo nem no Sagrado Alcorão, nem na Sunnah do Profeta (S.A.S.), nem no período dos Califas Probos. E por que não dizer, que é completamente contra o Islam? O Racismo.
Quantas vezes ouvimos reclamações de irmãos revertidos que ao chegarem em alguma mesquita são simplesmente ignorados. O motivo? Não são árabes, ou de família muçulmana, como se o fato de se ter nascido em um país árabe ou em uma família que se diz muçulmana (mesmo que não siga o Islam como se deve) fosse prova da fé do indivíduo ou de sua superioridade sobre este.
Enfim, este é um sentimento estranho ao Islam, mas que infelizmente tem se proliferado como um câncer por diversas mesquitas no Brasil e no mundo. Em Londres por exemplo temos mesquitas para paquistaneses, libaneses, latinos e etc. E para muçulmanos? Será que ainda temos mesquitas? E será que a mensagem que o Rasulullah (S.A.S.) trouxe, era apenas para os árabes? Se a resposta para esta última pergunta for "não". Então este tolo preconceito não tem razão de ser. E no Brasil isto se torna ainda mais grave, pois aqueles que imigraram, estão no país daqueles que estão se revertendo, ora, foram bem recebidos em nossa terra, e por que razão tratarão o povo desta mesma terra que os adotou como cidadãos, como se esses fossem inferiores? Se isso ainda não fosse motivo suficiente, somos uma terra em que a maioria é mestiça. Não temos por exemplo uma raça pura e nem uma predominância de outras nacionalidades. Em nosso meio encontramos: negros, brancos, índios, japoneses, árabes, judeus, alemães, espanhóis, e etc. Qual a base então para isso?
Em seu sermão de despedida, o Mensageiro de Allah (S.A.S.) disse: "Toda a humanidade descende de Adão e Eva.  Um árabe não é superior a um não-árabe, nem um não-árabe tem qualquer superioridade sobre um árabe; o branco não tem superioridade sobre o negro, nem o negro é superior ao branco; ninguém é superior, exceto pela piedade e boas ações.  Aprendam que todo muçulmano é irmão de todo muçulmano e que os muçulmanos constituem uma irmandade. (...) Lembrem que um dia se apresentarão perante Deus e responderão pelos seus atos. Então fiquem atentos e não se desviem do caminho da retidão após eu partir".
Enfim, se somos todos muçulmanos, por que alguns ainda fomentam esse tipo de preconceito em nosso meio?

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Modismo ou Fé?

Não é novidade para ninguém que as redes sociais na internet como por exemplo o Facebook, são ótimas ferramentas para trabalho e até mesmo para se divulgar o Islam. Mas é aí onde reside o grande problema na atualidade.
Frequentemente eu e minha esposa recebemos convites para adicionar novos amigos, e quase sempre damos uma rápida olhada no perfil dessas pessoas, até mesmo para conhecermos um pouco mais sobre quem estamos adicionando. Muitas dessas tem no item religião: "Muçulmana". Por que então não adicionaríamos se são nossas irmãs de Islam? Vamos então visitar seu mural, e seus álbuns, e é aí que a coisa começa a ficar cada vez mais mórbida. Vemos estas mesmas irmãs em apresentações de dança do ventre mostrando seus corpos; fotos em praias onde estão vestidas com biquínis ou então estão participando ativamente de outros cultos religiosos, inclusive trajadas à caráter para tais rituais. E então nos questionamos: Estão trajadas à caráter ou estão trajando o seu caráter?
No caso dos erros anteriores, estão apenas difamando o Islam e as demais irmãs que buscam fazer o certo, e olha que isso já peso o suficiente para carregar para a outra vida. Mas neste último, perdem todo o direito de se identificarem como muçulmas, pois em sua ânsia de seguir o modismo da Cultura Árabe, e não buscar se aprofundar na fé islâmica, acabam cometendo o maior de todos os pecados: o Shirk (politeíamo).
Então nos questionamos: Se não estavam dispostas a pôr em prática o que Allah e Seu Mensageiro ordenam, porque se reverteram? Porque tinham afinidade com o Islam? Ou por que ficaram seduzidas com a cultura árabe? Mas é válido lembrar que dança do ventre, fumar narguile, vestir trajes árabes e usar um ou outro termo árabe nada tem haver com ser muçulmana. É preciso de uma vez por todas desvincular a idéia de que se islamizar é se "arabizar".
Se sentem certa atração pelo Islam mas não estão dispostas a praticá-lo como deve ser feito, não há problema em se dizer uma simpatizante de seus princípios e de seu Profeta (S.A.S.). Mas se optam por segui-lo e fazer a sua Shahada (Testemunho de Fé), o mínimo que se espera é que busquem fazer o mínimo necessário, e fazer esse mínimo bem feito. E isso inclui conhecer sobre Shirk (politeísmo) e Tauhid (Unicidade de Deus), vestir-se adequadamente (ou seja, cobrir todo o corpo e cabeça, exceto rosto, mãos e pés), fazer as 5 orações e etc.
Lembre-se o que diz Allah no Sagrado Alcorão: "Allah não vos culpa pela frivolidade em vossos juramentos, mas vos culpa pelos juramentos intencionais não cumpridos." (5:89).
Enfim, não prometa, não assuma um compromisso tão sério como ingressar no Islam, se não estiver disposta a cumprir com ele fielmente.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O Islam, A Mulher e O Véu...



Há quem siga "parte" da palavra de Deus e renegue outra parte, por não lhe ser conveniente, para estes, escrevo este artigo...

"Credes, acaso, em uma parte do Livro e negais a outra? Aqueles dentre vós, que tal cometerem, não receberão, em troca, senão desonra, na vida terrena e, no dia da Ressurreição, serão submetidos ao mais severo dos castigos. E Deus não está desatento em relação a tudo quanto fazeis." (Alcorão Sagrado, 2;85)
"Quando Satanás te incitar à discórdia, ampara-te em Deus." (Alcorão Sagrado, 41:36)
"E que surja de vós uma nação que convoque para as boas ações, recomende a prática do bem e proíba a prática do ilícito. Esta será (uma nação) bem-aventurada." (Alcorão Sagrado, 3:104)
"Os crentes e as crentes são protetores uns dos outros; recomendam o bem, proíbem o ilícito." (Alcorão Sagrado, 9:71)
Quero, com estes exemplos, dizer que não venho me pôr acima ou abaixo de quem quer que seja, apenas quero lembrar o certo e errado, e que devemos nos esforçar para fazer o bem, por mais que façamos errado. Seguir a Deus é uma luta constante contra a nossa própria imperfeição!
Abu Huraira (R) relatou que o Profeta (S) disse: "Deus, Altíssimo, é mais merecedor de ser respeitado. E fazer algo que Ele tenha proibido, é desafiar esse respeito." (Muttafac Alaih)
Salama Ibn Acua' (R) contou que o Mensageiro de Deus (S) disse: "Desde que o homem persista em sua arrogância e altivez, será inscrito entre os déspotas e, portanto, receberão o mesmo castigo que eles." (Tirmizi)
O assunto em questão, mais uma vez, é o véu. Não entendo por que tantas mulheres se incomodam tanto com o véu a ponto de ignorar a "obrigação" que elas têm em usá-lo!
Por que o véu é motivo de tanta polêmica? Se fosse tão ruim usar o véu, por que a maioria das muçulmanas o faria com tanta satisfação? Se fosse impossível às crentes o uso do véu, Deus não teria colocado o seu uso como uma imposição, pois Deus é O Clemente, O Misericordioso!


No judaísmo, de acordo com o Rabino Menachem Brayer no seu livro "A Mulher Judia na Literatura Rabínica", o véu é visto como forma de recato e modéstia. Ele afirma que há vários ditos rabínicos sobre o uso do véu pela mulher judia, tais como: "Não é bom para as filhas de Israel andarem na rua com suas cabeças descobertas" e "Amaldiçoado seja o homem que permite que o cabelo de sua esposa seja visto". No Cristianismo, o véu também era usado, a exemplo de Maria, mãe de Jesus, e também era tido como sinal de modéstia e pureza, como podemos conferir no artigo postado pela cristã Filotéia no blog Diligit Anima Mea (http://diligitanimamea.blogspot.com/2011/05/por-que-usar-o-veu.html).

Como vimos, o véu não é uma exclusividade do Islam, e é a forma da mulher manter sua modéstia, guardando seus atributos físicos e expondo seus "atributos racionais" (mentais e espirituais).
Costumam dizer que o véu é o símbolo de opressão da mulher muçulmana, digo, no entanto, que os "padrões ocidentais de moda", estes sim são extremamente opressores!
Abu Huraira (R) relatou que o Mensageiro de Deus (S) disse: "A fé consta de sessenta ou de setenta e tantos graus; o mais sublime deles é o testemunho de que não há outra divindade além de Deus; e o menor é o ato de se retirar os obstáculos do caminho. Contudo, sabei que o pudor e o recato constituem uns dos graus da fé." (Muttafac Alaih)
"Dize às crentes que recatem os seus olhares, conservem os seus pudores e não mostrem os seus atrativos, além dos que (normalmente) aparecem; cubram o colo com seus véus e não mostrem os seus atrativos, a não ser a seus esposos, seus pais, seus sogros, seus filhos, seus enteados, seus irmãos, seus sobrinhos, às mulheres suas servas, seus criados isentos das necessidades sexuais, ou às crianças que não dicernem a nudez das mulheres; que não agitem os seus pés, para que não chamem a atenção sobre os seus atributos ocultos. Ó crentes, voltai-vos todos arrependidos, a Deus, a fim de que vos salveis!" (Alcorão Sagrado, 24;31). Quer dizer para as mulheres não exibirem as regiões corporais que, usualmente recebem ornamentos: o pescoço, o colo, os braços, os tornozelos. Há, implícita, a idéia de ornamentos naturais (o corpo) e artificiais. Ou seja, só devem mostrar o rosto, as mãos e os pés. (Nota de Rodapé do Alcorão Sagrado, referentes à Surata An-Nur, 31).
Pelos padrões Islâmicos, a mulher esconde sua beleza física para ser reconhecida por sua religiosidade, caráter, intelectualidade e demais qualidades, enquanto a mulher ocidental é obrigada a se expor como um "pedaço de carne no açougue". Já se perguntou de onde vem o tão popular elogio "filé"? Se é que se pode chamar isso de elogio!... Enfim, a mulher ocidental vive fazendo dietas e "lipos", praticamente moram nas academias para manter a boa forma, e usam e abusam de decotes e roupas justas e curtas, tudo isso para serem chamadas de "filé"... Os homens que se relacionam com elas, raramente lembram seus nomes, se referem a elas como: "aquela gostosa" e outros "apelidos indignos", mas que infelizmente refletem a imagem que elas passam, pois fazem questão de seguir os modismos, as futilidades... Sem falar no comportamento deplorável que elas têm. O que elas chamam de "liberdade", eu chamo de "libertinagem"... Se o comportamento ocidental já é ridículo para os homens, que dirá para as mulheres!


Alguns podem, a princípio, pensar que eu sou machista, mas ao contrário! Penso que as mulheres são mais centradas que os homens! Não têm menos desejos ou ímpetos que eles, mas sabem se controlar melhor diante de seus instintos. No entanto, hoje vemos mulheres que fazem pior que prostitutas, se oferecendo em troca de nada, fazendo por merecer a desvalorização, o desprezo dos homens, que as tratam como objetos. Algumas destas mulheres podem alegar que fazem o mesmo com relação aos homens, mas convenhamos que a postura da mulher deve ser mais elevada que a dos homens, pois como mulheres, somos mães e como mães somos exemplos dos homens que criamos! Homens, criados por boas mães, serão bons maridos para suas esposas e bons pais para suas filhas! Mas tudo isso começa pelo exemplo da mulher!

Deus diz que os homens devem valorizar as mulheres e se harmonizarem com elas: "E harmonizai-vos com elas, pois se as menosprezardes, podereis estar depreciando seres que Deus dotou de muitas virtudes." (Alcorão Sagrado, 4;19). Mas como se harmonizar com mulheres que não se prezam?


"Ó Profeta, dize às tuas esposas, tuas filhas e às mulheres dos crentes que (quando saírem) se cubram com as suas mantas; isso é mais conveniente, para que se distingam das demais, e não sejam molestadas; sabei que Deus é Indulgente, Misericordioso." (Alcorão Sagrado, 33;59)

A mulher saiu do homem uma única vez, depois disso, todos os homens saíram de

uma mulher!... Portanto, mulheres, sejam o exemplo dos homens!

Usar o véu, não é só cobrir a cabeça com um pano, é manter sua conduta moral e tentar, a cada dia, superar suas fraquezas, suas imperfeições. Não adianta usar o véu e tirar fotos com olhares provocantes, usar roupas que marcam o contorno do corpo ou usar maquiagem chamativa, por exemplo... Não adianta, também, manter uma "imagem de boazinha" se suas atitudes não condizem com sua aparência, se a sua adoração a Deus está aquém do que você deveria ou poderia estar fazendo... Mas enfim, quando erramos, muitas vezes nosso erro não é aparente, o que não o torna menor ou menos grave. Mas não usar o véu é um erro aparente e grave, pois não expõe só a mulher que decide não usá-lo e sim toda a comunidade a qual ela pertence e representa!
Nunca diga: "Se eu uso ou não o véu, é problema meu!"... O problema não é seu! Você está envergonhando sua comunidade, suas irmãs que fazem o correto usando o véu e, principalmente, você está envergonhando o Islam!


''Não há imposição quanto a religião, porque já se destacou a verdade do erro. Quem renegar o sedutor e crer em Deus, ter-se-á apegado a um firme e inquebrantável sustentáculo, porque Deus é Oniouvinte, Sapientíssimo.'' (Alcorão Sagrado, 2:256).

Ninguém obriga ninguém a se tornar muçulmano. Se você o faz é por livre e espontânea vontade. Se o fizer, faça com consciência!
Seja consciente! Use o véu!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O Namoro no Islam


Não é raro encontrarmos jovens muçulmanos que tenham namorado ou namorada. Pior ainda é que também não é raro encontrarmos adultos muçulmanos nesta situação.
É sabido que no Islam não há namoro. Então, por que a insistência em fazer o que não corresponde ao correto?
É compreensível que irmãos recém revertidos, que já tivessem relacionamentos anteriores, permaneçam com seus relacionamentos por certo período de tempo (o mais curto possível de preferência), até que possam regularizar suas situações (casando-se ou terminando os relacionamentos caso esses não se enquadrem nos padrões islâmicos).
Quando tomamos a decisão de nos tornarmos muçulmanos, temos que levar em conta todos os aspectos, e não somente os que nos beneficiam ou que nos agradam.
Devemos ter responsabilidade com o título que estamos prestes a carregar: "Muçulmanos". Pois a partir do momento que nos tornamos muçulmanos, deixamos de ser apontados como "fulano" ou "fulana" e passamos a ser apontados como
"o muçulmano", "a muçulmana"e, consequentemente, tudo que resulta de nossas atitudes é de responsabilidade do Islam, e não mais nossas responsabilidades como indivíduos.
Quando erramos, o Islam é responsabilizado de uma forma geral... Todos os muçulmanos são julgados pelas atitudes de um só muçulmano. Por isso, cada um de nós deve se preocupar com seu comportamento. Para não denegrir o Islam com suas atitudes pessoais!
É sabido que no Islam não há contato físico entre homens e mulheres (exceto familiares)e que não há namoro e sim casamento. O casamento é altamente recomendado, pois previne homens e mulheres de relações ilícitas e preserva os valores familiares.
Na sociedade brasileira, por exemplo, é muito comum que os jovens namorem a torto e a direito e que tenham relações sexuais não somente com suas/seus namoradas/namorados, mas também com outras pessoas, pois tanto o relacionamento quanto o sexo foram totalmente banalizados, desvalorizados, ridicularizados. Perderam-se os valores morais e familiares.
Se para um adulto recém-revertido já é complicado o resgate de valores e das atitudes islâmicas, imagine para um jovem, com os hormônios a flor da pele, como é complicado tudo isso... Mas temos que ter consciência e responsabilidade! Não podemos macular a imagem do Islam, negligenciando suas regras e valores, por causa de nossas conveniências, necessidades ou fraquezas!
NÃO EXISTE NAMORO NO ISLAM!!!
Quando a solidão começa a incomodar, está na hora de procurar uma irmã ou um irmão para casar constituir família, e não uma namorada ou namorado.
Pense nisso e tome cuidado! Pois o seu "namoro" pode estar demorando além do necessário, caso você seja recém-revertido, e seu namoro pode ser um total equívoco, caso você não seja recém-revertido!
Nem a Torá, a Bíblia ou o Sagrado Alcorão falam em namoro! Todos os livros sagrados ressaltam a importância do casamento, da família e de como o adultério é repudiado por Deus. Portanto, irmão/irmã, preste atenção em sua conduta e corrija-a caso seja necessário! Tenha sempre a certeza de estar fazendo a vontade de Deus e seguindo Seus ensinamentos!

sábado, 5 de junho de 2010

CALDEIRÃO DE GAFES


Ao assistir ao Caldeirão do Huck desta semana, fiquei indignada ao ver o Lar Doce Lar da Família Moura.
Começamos com Luciano Huck dizendo que a família é “maluca”, o que considerei ofensivo, e também com sua infeliz colocação “se Deus quiser e Allah também”, no mínimo ignorante, visto que Allah é a palavra para Deus em árabe (só há um Deus!).
Os “micos” seguem adiante com o cumprimento da Muçulmana Maria ao apresentador, dando beijinhos e abraço, quando mulheres muçulmanas não devem ter contato físico com homens que não sejam de sua família (pai, tios, filhos ou marido).
Luciano pede a filha de Maria que a filme sem o véu, pedido no mínimo indecente, visto que a mulher muçulmana jamais deve ser vista sem seu véu (apenas pelos membros de sua família).
Depois, Maria mostra ao Luciano fotos de quando ela não era muçulmana, fotos que ela não deveria exibir, visto que mostra seus atributos físicos, o que é proibido pelo Islam e não satisfeita com isso, mais tarde ela se permite filmar pela filha sem seu véu (mesmo que de costas ela jamais deveria ter permitido tal coisa!).
A matriarca, Maria, diz ter se tornado muçulmana há dois anos e também que antes de tomar sua decisão estudou sobre o Islam por um ano, mas age como se nada soubesse sobre o Islam e dá péssimos exemplos de conduta para uma mulher muçulmana.
O pior de tudo foi a declaração “em rede nacional” que ela fez “em particular” para o Luciano Huck... Até burrice tem limite!!!... Enfim, ela afirma que buscou o Islam porque está “procurando alguém sincero”, resumindo: Abraçou o Islam para arranjar marido... Que horrível (para não dizer coisa pior)!
O Islam é para quem busca a Deus primeiramente, e para quem quer se entregar à vontade de Deus. Este é o significado de “muçulmano”.
O Islam é um sistema completo de vida, onde buscamos nos aperfeiçoar de acordo com os ensinamentos de Deus.
Aquele que não sabe se posicionar a respeito ou não tem opinião, melhor faz em se calar em vez de abrir a boca para envergonhar o Islam como fez “Dona Maria”.
Mais uma vez a vontade da mídia foi feita, mais uma vez o Islam foi envergonhado em rede nacional... O que mais me entristece é que a “ferramenta da vergonha” se diga muçulmana. Uma lástima!
Quanto ao senhor Luciano Huck, ficou ridículo tentar se engrandecer dizendo o quanto ele era estudado, famoso, viajado, enfim, para estar ali naquela casa humilde, dormindo no chão... Se for para fazer hipocrisia, não faça! Todo mundo sabe que o senhor é rico, famoso, bem estudado, viajado... Não precisa se promover à custa da humildade das pessoas, tentando “tirar casquinha de humilde” também...
O Caldeirão do Huck desta semana foi um Caldeirão de Gafes... Decepcionou!

sábado, 2 de janeiro de 2010

"Muçulmano Social"...


Infelizmente tem sido muito comum ao navegarmos pela internet ou mesmo conversando com alguns irmãos muçulmanos ouvirmos jargões tais como: "eu bebo socialmente"... Bebe socialmente?! Como é possível isso a um muçulmano quando o Alcorão, o livro mais sagrado para nós, não só não recomenda, mas chega a ponto de proibir tal ato?
Estes irmãos e irmãs ao serem questionados sobre sua religião, não hesitarão em dizer rapidamente que são muçulmanos. Tudo bem que não negaram a unicidade de Allah, podem crer nos Profetas enviados por Deus, nos Seus Livros, nos anjos, no destino e no juizo final, mas apenas crer não é o suficente. O Islam é feito de prática. Como podemos dizer que somos submissos à vontade de Allah quando fazemos o extremo oposto ensinado por Ele? Irônico não?

O Sagrado Alcorão diz: "Ó crentes, a bebida inebriante, os jogos de azar, a dedicação às pedras e a adivinhação com setas de rabdomancia, são manobras abomináveis de Satanás. Evitai-os, pois, para que prospereis. Satanás só ambiciona infundir-vos a inimizade e a rancor mediante a bebida inebriante e o jogo de azar, bem como apartar-vos da recordação de Deus e da oração. Não desistireis diante disso?" (Alcorão Sagrado 5: 90 e 91).

Há aqueles irmãos e irmãs também que dirão que se abstêm da bebida alcoólica por esta ser proibida por Allah. Porém como chaminés ambulantes andam pelas ruas com seus cigarros, como se isto fosse de fato a supremacia do status e da liberdade feminina. Graças a Deus - diga-se de passagem - hoje temos leis que proibem o fumo em locais fechados. Porém se queremos agradar a Allah devemos nos abster do que é Proibido por Allah e pelo Profeta de Deus (S.A.A.S.). e este é o caso do cigarro, do charuto, do cachimbo e até mesmo do narguile.

Sei que o prazer dado por um charuto ou um cachimbo por exemplo após um estressante dia de trabalho pode ser interessante, pois também antes de me tornar muçulmano fumava tanto cachimbo quanto charuto, chegando mesmo a pertencer à confrarias de apreciadores dos mesmos. Porém prazer muito maior encontra-se no Zikr (a recordação do nome de Deus), ou mesmo para sermos mais "sociáveis", na leitura de um bom livro.
Será que vale a pena renegar à nossa religião, pela qual muitos mártires morreram e até hoje morrem por sua defesa? Será que vale a pena denegrirmos todo o islam apenas por que queremos nos tornar sociais? O preço a ser pago é muito alto. Talvez não pelos irmãos que praticamente cospem no Alcorão e nos hadices do Profeta (S.A.A.S.), pois não parecem estar muito preocupados com isso. Porém é sim uma grande carga posta nas costas daqueles que buscam praticar a religião com afinco, e por causa de uns poucos são desacreditados.
Irmão, irmã, busque a prática do que agrada a Allah. Não creiam no Juízo final apenas como um fato que talvez aconteça, quem sabe um dia.... ele é real e ocorrerá. E você estará preparado (a) para comparecer diante de Allah? Se a resposta for não... então mude. Ainda há tempo.
Nunca sabemos a hora em que os anjos da morte irão nos chamar, e quando compareceremos ao tribunal divino, mas podemos viver hoje como queremos ser encontrados quando eles vierem nos buscar. seja muçulmano, pratique o Islam.